sábado, 17 de abril de 2010

Nem tanto (Breves notas sobre Messi)

Muito alarido tem sido feito em torno das "prováveis" apresentações de gala do argentino Lionel Messi na próxima Copa do Mundo. O fato é que no início de 2010 ele realmente tem sido o soberano no Planeta Bola, mas o que efetivamente é possível esperar do meia-atacante do Barcelona de 22 anos?

Ele é o detentor do título de melhor jogador do mundo da FIFA, mas vale ressaltar que dentre os três últimos vencedores do prêmio, os quais chegaram a ser em determinado ponto do tempo e do espaço colocados na mesma balança, Messi foi o mais contestado, ou seja, aquele que ganhou de modo menos espetacular e avassalador. Chegou-se a atribuir grande parcela de seu sucesso ao maravilhoso time do Barcelona. Alguns defenderam Xavi como o melhor jogador do planeta em 2009, no entanto, Messi era o camisa 10 da equipe, o que tem maior visibilidade na mídia, o que teoricamente guarda maior proximidade a um gênio, qual seja, Diego Maradona. Daí surge a questão: Messi foi efetivamente o melhor do mundo em 2009 ou se apresentou como o símbolo mais adequado de um dos melhores times dos últimos tempos, tal qual Cannavaro representou a opaca Seleção Italiana de 2006 na festa de fim de ano da FIFA?

Se a posição de Messi de melhor do mundo é passível de contestação, o que o credencia a destaque da Copa do Mundo 2010? Ah, os 39 gols nesse 1° trimestre de 2010. Certo, mas Wayne Rooney, centroavante do Manchester não ficou longe disso, já soma 34 anotados só nesse curto período. Ou seja, se este for o critério adotado, momento iluminado não é, atualmente, privilégio do argentino.

Hummm... falando em momento iluminado antes de Copa do Mundo, bem, as lembranças não são das melhores. É inegável, as grandes sensações antes dos últimos mundiais presentearam helenicamente o mundo com profundas decepções. Recordemos, Ronaldo não foi apenas o melhor do mundo em 1997, era o Fenômeno meses antes do mundial da França. Figo esbanjava categoria pelos gramados europeus antes de rumar para a Ásia em 2002 (ah, também tinha um tal de Zidane comendo a bola nesse período). E por último, um ser de outro planeta que se fantasiava de azul e grená e era identificado pelo número 10 que ostentava em suas costas assombrava seus possíveis adversários na Copa de 2006. Olha, ser de outro planeta, camisa 10, Barcelona.... é, bem, assim... ah, deixa pra lá...

Enfim, trata-se de um exercício muito fácil apontar o maior jogador da temporada como o próximo craque de uma Copa do Mundo. Porém, a evidência contradiz tais triviais previsões. Que Lionel Messi é um baita de um jogador ninguém contesta. Agora afirmar categoricamente que ele será o maior destaque quando os olhos do mundo estiverem voltados para a África do Sul em junho, ah, isso não dá pra engolir. Não é difícil perceber que ele nunca foi tão genial defendendo sua pátria, ademais, a seleção argentina não pode oferecer uma equipe nem próxima à do Barcelona para dar suporte a suas atuações. Ou seja, para ter seu nome eternizado na rica história das Copas, "la pulga" de Rosário precisará ter a seu favor outros fatores além do modo de conduzir a bola que atualmente encanta o mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário