quarta-feira, 24 de março de 2010

E Ela nunca perdeu a Majestade...

Sim, trata-se de algo diferente, suas versões genéricas que por aí afora se multiplicam em vários níveis de agregação geográficos nem de longe lembram a exuberância e a tradição que a Ela servem de caracterização. É algo que transborda emoção, que reaviva sentimentos que há muito encontravam-se adormecidos. Desperta o orgulho, evoca a identidade nacional, coloca frente a frente inimigos históricos, oferece a estes uma chance de resolverem suas rusgas, e da melhor forma... a violência não é convidada para o embate, o único golpeado é um tal artefato esférico de couro sintético.

Ela confere o espaço para gênios serem eternizados, cria mitos, desenha confrontos épicos, presenteia as gerações futuras com a lembrança de jogadas que tornam ainda mais complexo o esforço de distinção entre futebol e arte. É fato, muitos craques já desfilaram sua categoria pelo futebol, entretanto, apenas aqueles que isto bem fizeram nos palcos dEla mereceram a glória de entrar para a história do esporte.

Outro ponto também deve ser ressaltado. No futebol, torneios curtos normalmente são aqueles nos quais equipes sem expressão costumam aprontar frente às grandes. Era de se esperar que essa fosse a dinâmica em um campeonato em que o campeão joga apenas sete vezes. No entanto, em 18 edições somente 7 equipes alcançaram o ápice. E não estamos falando de quaisquer times, trata-se de gigantes, quais sejam, Uruguai, Itália, Alemanha, Brasil, Inglaterra, Argentina e França. Ou seja, a tradição ainda impera, flâmulas e uniformes ainda impõem respeito, podem efetivamente vencer batalhas.

Enfim, quando dEla falamos, nos referimos a algo peculiar, estamos mexendo com a menina dos olhos do Deus Futebol. É um grande ritual de congraçamento universal que ocorre periodicamente. Sim, é Ela, é a Copa do Mundo...